Jornal do Brasil
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) Jorge Picciani abre uma crise no PMDB, em relação à sucessão do prefeito carioca, Eduardo Paes. Picciani exige... que o candidato a vice na chapa de Paes seja do partido, e também não admite que o PMDB não tenha candidato próprio ao governo do estado em 2014.
Em seu exercício de lógica política, Picciani acredita que o candidato natural à sucessão de Sérgio Cabral seja Eduardo Paes, que, reeleito prefeito, renunciaria ao cargo no meio do mandato para concorrer ao Palácio Guanabara. Com isso, seu vice peemedebista assumiria a prefeitura. Ainda como parte dessa lógica, se Paes vencesse as eleições para a prefeitura no primeiro turno, já entraria com 25% a 30% nas pesquisas de intenção de voto para governador, só na capital, e a campanha de sucessão à Presidência também atuaria para alavancar sua candidatura.
Mas o que Picciani não considera é que oposicionistas como Marcelo Freixo, Anthony Garotinho e Fernando Gabeira torcem para que o pleito de Piccinani seja atendido. Na verdade, o PT, que teve sua candidatura própria preterida por três eleições seguidas no Rio de Janeiro, não admitiria ficar, pela quarta vez, fora da disputa. E sendo Lula ou Dilma candidato à eleição presidencial, não haveria, no Rio, um candidato ao governo do estado tão simpático como foi Sérgio Cabral. Isto facilitaria ainda mais a vitória do PT fluminense, e, consequentemente, a saída do PMDB do governo estadual.Ver mais — com Jorge Picciani.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
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