Líderes divergem em relação a cláusulas do documento final.Brasil "limpou" o texto em busca de consenso e já conseguiu 38% de aprovação; é preciso ter unanimidade
O contraste entre o calor carioca e o frio d...o ar-condicionado dentro do Pavilhão 3 do Riocentro reflete bem o que se passa nas salas fechadas de negociação da Rio+20. Debates acalorados são travados por meio de declarações frias e calculadas, em que diplomatas medem cuidadosamente cada palavra que sai de suas bocas. Com a intervenção do Brasil na chefia das negociações para o documento final da Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, os envolvidos já têm quase 38% de consenso antes da chegada dos chefes de Estado e governo, nesta quarta-feira.
O Brasil propôs aos delegados uma nova versão de texto da conferência: "O Futuro que Queremos". O documento foi encurtado e "limpo" dos parágrafos que estão entre colchetes (sobre os quais há discordância). O procedimento é prerrogativa do país anfitrião. "Eles nos apresentam, se gostarmos, ficamos com ele, não há obrigação de adotá-lo", explicou a chefe da delegação venezuelana, Claudia Salerno. Com a nova versão, há consenso sobre 38% do documento. O texto tem que ser aprovado por unanimidade.Ver mais


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