sábado, 21 de janeiro de 2012

Mercado offshore em alta para mulheres,Demanda crescente de profissionais qualificadosaumenta as chances de empregabilidade para o sexo feminino

Mercado offshore em alta para mulheres
Demanda crescente de profissionais qualificadosaumenta as chances de empregabilidade para o sexo feminino
 Mais segurança e responsabilidade. Essas são duasdas qualidades citadas pelos gestores da área de petróleo que justifica oaumento delas na área de petróleo. O diretor operacional da Alphatec, RonaldoSilva, acredita que a contratação de mulheres é uma tendência do mercado. Suaempresa tem nove profissionais do sexo feminino em cargos como caldeireiras,eletricistas, mecânicas e soldadoras. “Tenho observado que elas têm maiscuidado com a qualidade do trabalho, com as ferramentas, e nós ganhamos comisso”, explica Silva. 
Segundo a caldeireira Michelle da Silva, o sexofeminino está sendo mais valorizado por esses diferenciais. “Quem contrataacredita, por exemplo, que as mulheres têm mais cuidados com o Equipamento deProteção Individual (EPIs) do que os homens”, disse Michelle.
A caldeireira, formada recentemente por um cursoministrado pela RioPetro em parceria com a Prefeitura de Rio das Ostras,acredita que não terá dificuldades para conseguir um trabalho. “Percebo que omercado está aberto e há até uma procura maior por profissionais do sexofeminino. Por isso, espero conseguir logo uma colocação”, destaca. Emboraatuasse na área de telemarketing, Michelle sempre teve interesse por peças eferramentas, e por isso, aproveitou a oportunidade para se qualificar.
Outra aluna do curso, Zuleika Andrade, 49 anos, quelecionou durante muitos anos e atuou como técnica de enfermagem também acreditaque será fácil conseguir um trabalho na área, devido ao espaço que as mulheresvêm tomando em setores que, antes, eram ocupados, exclusivamente, por homens.“Estou pronta para o desafio, porque acredito que podemos fazer tudo. Umexemplo disso é que a mestre de obras do estádio do Maracanã é uma mulher”,contou Zuleika, ressaltando que no início se sentiu deslocada, mas com o tempofoi se acostumando com a ideia.
DEMANDA- A falta de profissionais qualificados é umdos motivos, segundo o diretor do Centro de Qualificação da RioPetro, AlmirGalvão, para o mercado offshore não fazer distinção de sexo. “A demandacrescente está abrindo o campo para as mulheres que estão preparadas e a cadaano a participação delas na área de petróleo aumenta”, disse Galvão.
O diretor explicou que nos anos 80, as áreas desaúde e engenharia eram as que mais admitiam o sexo feminino nas plataformas.“Hoje as áreas de segurança do trabalho, meio ambiente e logística são as quetêm mais mulheres. As oportunidades estão cada vez maiores”, concluiu.
CURSO – Junto a demanda do mercado, a procura dasmulheres por cursos como caldeiraria e soldagem, de acordo com Galvão, tambémcresceu. No último curso de Caldeiraria ministrado pela Rio Petro, 16 mulheres seformaram, numa turma de 80 alunos. Foram três meses e 180 horas de aulas. Com aqualificação em caldeiraria, além de atuar no setor offshore, é possíveltrabalhar ainda em indústrias voltadas para metal mecânica, refinarias e indústrianaval.

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