A Procuradoria da República em Campinas instaurou nesta quinta-feira inquérito civil público para apurar supostos atos de improbidade administrativa durante a execução do convênio do programa Segundo Tempo, firmado entre a ONG Bola Pra Frente, atualmente denominada Pra Frente Brasil, sediada em Jaguariúna, e o Ministério dos Esporte.
De acordo com a representação encaminhada pelo Ministério Público de São Paulo, pode ter ocorrido uma série de irregularidades envolvendo a execução do convênio, firmado para a implantação de 180 núcleos de esporte educacional no Estado de São Paulo, observando-se as diretrizes e finalidades do Programa Segundo Tempo, cujo objetivo era atender 18 mil crianças, adolescentes e jovens, por meio da oferta de práticas esportivas educacionais.
As suspeitas estavam sendo apuradas pelo Ministério Público Estadual em Campinas, que deixou o caso já que investigações que apuram o mau uso de recursos federais são de atribuição do Ministério Público Federal. Se comprovadas as acusações, o ato pode representar enriquecimento ilícito, prejuízos ao erário e um atentado contra os princípios da administração pública.
A apuração realizada até o momento indica que pode ter havido direcionamento de procedimentos licitatórios para beneficiar empresas cujos titulares manteriam ou mantiveram estreitas ligações de parentesco ou de trabalho com diretores da ONG ou com a presidente da entidade, a ex-jogadora de basquete Karina Valéria Rodrigues.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
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