quinta-feira, 19 de maio de 2011

Caso Verônica Verone: laudo preliminar da morte de empresário em motel não indica estrangulamento

A investigação sobre o assassinato do empresário Fábio Gabriel Rodrigues, de 33 anos, morto num motel em Itaipu, Região Oceânica de Niterói, na madrugada de sábado, ganhou novos ingredientes, na noite desta quarta-feira, quando a polícia revelou que a vítima não tinha sinais externos de estrangulamento — apesar de a assassina confessa, a estudante Verônica Verone de Paiva, de 18 anos, com quem Fábio tinha um relacionamento extraconjugal, ter admitido à polícia que enforcou o empresário com um cinto. O laudo foi feito com base na análise do local do crime e de fotos do corpo da vítima.

Mesmo sem descartar a hipótese de morte por overdose — Fábio teria bebido durante horas, antes do crime, e comprado maconha e cocaína, segundo Verônica — a delegada adjunta Juliana Rattes, da 77ª DP (Icaraí), também investiga a possibilidade de que o crime tenha sido planejado pela estudante, com um comparsa.
Por enquanto, não temos elementos que indiquem a presença de uma terceira pessoa no local do crime. Mas a hipótese também está sendo investigada. Estamos investigando todas as possibilidades — explica a delegada.
Nesta quarta-feira, Elizabeth Verone, mãe de Verônica, prestou depoimento por mais de cinco horas. Ela saiu da delegacia por volta das 15h30m, e não falou com a imprensa. Elizabeth, que usava máscara cirúrgica e óculos escuros, para dificultar a sua identificação, disse que a sabia do namoro da filha com o empresário desde o Natal do ano passado.

Abuso sexual

O advogado Rodolfo Thompson, que acompanhou o depoimento dado pela mãe de Verônica, disse que a loura só teria atacado o empresário porque recordou de um abuso sexual sofrido aos 7 anos. Segundo ele, a revelação foi feita por Verônica no último sábado, após o crime.
A estudante teria atacado Fábio quando ele tentou despi-la, depois de ingerir bebidas alcoólicas. Segundo ele, Fábio e Verônica eram amigos e não mantinham relações sexuais.
Ela me disse: "Eu olhei e não vi o Fábio. Me lembrei do abuso sexual que sofri". Na cabeça dela, só aparecia o espectro daquela pessoa que a abusou. Aí, o ódio imperou — alega o advogado, depois da saída da mãe de Verônica da delegacia.
Em depoimento dado na 77 DP na segunda-feira, Verônica afirmou que o pai, que morreu no começo do ano passado, teria tentado abusar sexualmente dela na sua infância. A polícia irá fazer uma reconstituição do crime no sábado à tarde.

Prisão preventiva

A delegada Juliana Rattes informou ontem que pretende entrar com pedido de prisão preventiva da jovem, pelo crime cometido no motel em Niterói. Verônica está presa desde segunda-feira, quando se apresentou na delegacia e confessou ter cometido o crime.

Anteontem, ela foi levada para o presídio de Bangu 7, onde cumpre a prisão temporária até amanhã.

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